sábado, 21 de outubro de 2017

Seguindo esses passos, o governo revogará a Lei Áurea? (escravidão)

por Emanuel Medeiros Vieira
   
  Muitos já sabem: o governo baixou uma portaria que barra a punição de empresas que submetem trabalhadores a condições degradantes.
   O documento foi publicado no Diário Oficia em 16 de outubro de 2017

   O que ele pretende?

   Ganhar os votos da chamada bancada ruralista – muito forte no Congresso – para barrar a segunda denúncia do ex Procurador-Geral da República, Rodrigo Janot, apresentada à chamada “Casa do Povo” (sim: do povo).
   É um governo medíocre, impopular, com os maiores índices de rejeição de quase toda história republicana.
   É um governo fraco, subserviente, defensor das piores causas, que não aguenta qualquer tipo de pressão, e que não tem força para “estancar a sangria” (usando as palavras de um dos seus líderes no Senado, com a intenção de acabar com a Operação Lava-Jato).
   Campeão – não só da impopularidade –, mas qu precisa, desesperadamente,, “segurar”a chamada base aliada.
   Necessita “agradar” (creio que o verbo usado será facilmente entendido) à bancada da bala, da bola, ruralista, evangélica etc.): é um governo muito fraco, submetido a todas às chantagens e pressões, que não administra coisa alguma – apenas se defende.

Teria fibra ou ética, um governo desse gênero?

   Michel Temer sabe fazer bem uma só coisa: TERCEIRIZAR AS SUAS RESPONABILIDADES. A culpa é sempre do outro, como quando disse, em discurso: “Tenho sido vítima de torpezas e vilezas.” (...)
   A necessidade de combater intensamente o trabalho escravo é algo fundamental à Civilização.
   No Brasil, tal busca, é mais forte ainda, diante de nossas raízes escravocratas.
   Mas qual é a nova regra?
   A Portaria determina que, a partir de agora, só o Ministro do Trabalho, pode incluir empregadores na Lista Suja do Trabalho Escravo, esvaziando todo o poder da área técnica responsável pela relação.
   “A nova regra altera a forma como se dá a fiscalização, além de dificultar a comprovação e punição desse tipo de crime”.
   Mais: na maior mudança na área, desde a implantação do programa de combate escravo, em 1995, a Portaria 1.029, assinada pelo ministro do Trabalho Ronaldo Nogueira, contraria resolução das Nações Unidas ao prever que o trabalho forçado só será caracterizado sem o consentimento do trabalhador.
   Antes, poderia se considerar que um trabalhador estivesse em regime análogo à escravidão, mesmo que ele aceitasse a proposta de trabalho só por comida..
“A nova norma acaba com a autonomia dos fiscais do Ministério do Trabalho”.
É um retrocesso enorme

   O Ministério Público Federal (MPF) e o Ministério Público do Trabalho (MPT) pediram também a suspensão da Portaria
   A Organização Mundial do Trabalho (OIT), órgão das Nações Unidas emitiu uma nota oficial, em 19de outubro de 2017, criticando a mudança nas regras de fiscalização do trabalho escravo no Brasil.
   A repercussão internacional da medida, está sendo desastrosa para o Brasil – mais uma vez: país do desemprego, país da corrupção,, e agora a regressão imposta pelo Portaria, que abre – mais ainda –condições para oaumento do trabalho escravo no Brasil
   Senhor Presidente: o senhor sabe o que significou a escravidão para o Brasil e para o mundo?
   Que o país que o senhor “governa” foi o último a abolir a escravidão nas Américas?
   E que essa dolorosa marca ainda persiste em nossos dias? 

 (Salvador, Bairro a Graça, outubro de 2017)

sexta-feira, 20 de outubro de 2017

A fantástica Bogotá !

Sala da calaveragem na Quinta de Bolivar
   Não sei em que momento aconteceu.  De repente comecei a me sentir daqui. Sim, daqui, onde estou agora. Na Bogotá, capital da Colômbia. 
   Terra da Shakira, do Gabo Garcia Márquez, do Fernando Botero, do Pablo Escobar, do Montoya, do Higuita e do meu amigo Don José Avelino, motorista de táxi que fica no ponto em frente ao Museu do Ouro, na Candelária, centro histórico de Bogotá.
   Cheguei na segunda-feira 16, à noite. Peguei um táxi na saída do aeroporto El Dorado. O taximetrista se chamava Ramiro Delgado, traído no nascimento: era gordo. Porém simpático, me ganhou de saída elogiando o meu "excelente" español. Na fala, tinha um certo acento...sincero, infantil, mas não ingênuo, na voz. Característica que fui percebendo  nos colóquios que se sucederam na sequência com outros motoristas, recepcionistas do hotel e pessoas que caço nas rua para puxar um assunto.
   A princípio desconcertado, aos poucos fui relaxando e tentando não racionalizar sobre a origem daqueles conversas sem maldades, sem venda de imagem, sem elaboração que quando acontece te faz despender muita energia tentando entender o que realmente a pessoa está querendo te dizer.    Parecem puros. Tranquilos e sem escolher palavras, sem fazer força te dizem: somos assim!
    Sem precisar me precaver para decifrar o que vem do outro lado, relaxo, e também começo a ser eu. E aí me sinto daqui!

   Bem, aqui já são 00:39 horas. No Brasil 3:39h. Cheguei à pouco do Cassino Rock & Jazz, que fica ali na Zona Rosa, perto aqui do hotel. 
Jogador só conta quando ganha. Hoje ganhei. Sabem quanto? 1 milhão e 250 mil pesos colombianos! 
   Estou feliz e vou dormir. Este breve relato serve para dar um trailler sobre a minha passagem por esta terra latino americana, relato que já me foi cobrado por leitores do blog.
   Tem muito mais pela frente. Coisas fantásticas que em pouco tempo de Bogotá me deixou extasiado, surpreso...e daqui!

quinta-feira, 19 de outubro de 2017

Profecias e Pesadelos na Republiqueta Tupiniquim

Por Eduardo Guerini
“[Os economistas da nova geração] mantêm-se na retaguarda, assim como faz um general moderno, mas eles controlam forças maiores que antes. Eles exercem uma influência mais abrangente e mais poderosa sobre as ideias; e as ideias moldam cada vez mais os rumos do mundo” ALFRED MARSHAL (1897). [In: Giannetti, Eduardo. O livro das citações: um breviário de ideias replicantes, 2008]
   
O governo Michel Temer se entrega no enredo da segunda denúncia por organização criminosa e obstrução à Justiça, associado ao quadrilhão do PMDB, que tem um séquito de lideranças partidárias envolvidas na pilhagem do Estado brasileiro. Entre um ato e outro nos despachos internos e nas anunciações farsescas, todos os brasileiros com mínimo de sensibilidade observam o enfraquecimento do Presidente da República e seu corpo ministerial. É um governo moribundo e putrefato.

   No front político, a base aliada de sustentação continua cobrando uma fatura cada vez mais alta para manter a dita “governabilidade”, dando sequência as liberações de verbas para as emendas parlamentares, renúncias fiscais e incentivos de toda monta para empresários e ruralistas, incluindo os próprios parlamentares. É um festival de benefícios para camarilha que tomou conta do Estado brasileiro.

   No front econômico, as profecias auto anunciadas de equipe econômica sempre são obscurecidas por alguma notícia que não coaduna com a desejosa ideia fixa da retomada do crescimento, com geração de emprego e renda para os milhões de desempregados e subempregados na cambaleante economia brasileira.

   Os dados sobre a retomada em 2017 miram um pífio resultado não superior a 0,7% na expansão do PIB, com um saldo de desempregados maior do que empregados, ainda que, a flutuação do CAGED aponte para saldos positivos nos últimos meses. A expansão do crédito ainda é limitada, menor que o ano de 2016, com investimentos em queda, produção industrial oscilando nas maiores regiões do País e alguns setores paralisados por conta da maior recessão, devido à fragilidade dos investimentos – tanto no setor público como no setor privado, a contração é histórica.

   O Ministro da Fazenda continua lançando mão da velha cantilena que impõe sacrifícios presentes para benefícios futuros. A profecia somente será concretizada se todas as reformas contra os trabalhadores forem aprovadas. A reforma trabalhista vendeu a promessa de milhares de emprego, por enquanto, o que se colhe é um desemprego superlativo e queda na massa salarial, assim como, nos salários de contratação. A reforma previdenciária que tenderia a ser a “pá de cal” no sistema de seguridade social será uma reforma “mais branda”, porém, tão perigosa para os trabalhadores quanto à reforma trabalhista. A velha mídia – alcoviteira de todos os poderosos, somada aos colunistas da quinta coluna governamental, admite sem nenhum dado empírico, que a Reforma Previdenciária permitirá a retomada dos investimentos e confiança no Brasil.

   No front externo, o Fundo Monetário Nacional admite que o caso brasileiro, é de retomada lenta e gradual da economia. Mas lança como alternativa a Reforma Tributária, para ajustar a desestruturada e regressiva carga fiscal brasileira, que recai sobre aqueles que ganham menos. Porém, admitem os economistas do FMI, que o ajuste nas contas públicas é necessário para debelar o crescente déficit público. É um enredo do fatalismo monetarista com salvaguardas fiscalistas.

   No momento de agravamento político, em virtude da segunda denúncia contra os lacaios e sicários do poder incumbente de plantão na republiqueta brasileira, a ampla coalizão conservadora com suas propostas inspiradas na vanguarda do atraso, o Governo Michel Temer continua lançando medidas impopulares, com retirada de direitos trabalhistas e sociais sem, contudo, ensejar um grito mínimo de resistência por parte dos trabalhadores.

   As profecias vociferadas pela equipe econômica são desmascaradas a cada divulgação de indicadores estatísticos, demonstrando as falsas promessas que levariam o País a estabilidade política e promissora condição econômica no futuro, não passa de previsões de Cassandra do Mercado. Neste enredo do neoliberalismo periférico-caboclo dependente e associado aos ditames do sistema financeiro mundial, a ausência de um projeto de nação orientado para distribuição da riqueza, transformará o Brasil num país de párias sociais e gângsteres políticos e econômicos.

   No julgamento de tantas denúncias da classe política brasileira, da elite que nos governa, sem propostas políticas alternativas ao enredo grotesco desta coalizão, tal como juiz do inferno de Dante, vivemos enrolados na cauda da crise, somos atormentados por furacões econômicos e lançados no turbilhão de nossos vícios cotidianos. Uma dúvida persiste para os indignados cidadãos, tal como La Boetié já apresentara no caso da servidão voluntária: Que nome se deve dar a esta desgraça?

terça-feira, 17 de outubro de 2017

OUTROS EXÍLIOS


por Emanuel Medeiros Vieira
(Prosa Poética

Porque teu amor sempre me protege, contigo atravessarei as trevas e a noite” J, Kentenich (1885-1968)
O exílio não é o longe,/mas o cerco./O exílio, campo exposto,/onde pasta o pensamento,/boi que trabalha no amanho./O exílio é um deus amargo.” Carlos Nejar (“O exílio”)
  
Não há botas, fardas, fuzis, batidas na boca da noite, clandestinidade, perseguições, torturas, “aquele” exílio.
   O desterro é outro: – tornamo-nos ásperos demais?  Lobos matando lobos?
   “Não adianta escrever mais” – uma voz vem das profundezas.
A palavra partilhava – além da subjetividade.
Quem mais quer saber de poesia e palavras?
A palavra foi solar, lutadora – carregava utopias no seu lombo.

O NÚCLEO: o CAPITAL.

O essencial da “modernidade”, da pós-modernidade, da  pós- verdade:  aparência, não essência, não Ser , Ter, arrebentar, guerrear, falsificar – negação do “outro”, da diversidade– xenofobia.

Parece prosa de comício? Eu sei...  é  que ninguém escuta mais...

Não são os valores que importam: só as “coisas” (objetos, acumulação, pecúnia).

Estamos encharcados de celebridades vãs, programas irrelevantes, engenhocas eletrônicas, produtos chineses (trabalho escravo)– nada dura, nada fica, nada resiste.
O Paraguai é aqui.

O tempo é um leão bravo que passa por cima de todos nós.
Num cosmos tão grande, um planeta sacana e sangrento – guerras, tráfico, banalização da vida e da morte.

O Espírito Sopra Onde Quer – mas Ele foi inundado por um açude gigantesco  – e agora quase tudo é esterco, sangue, fezes.
Decifrem-me (o que está acontecendo). Não deciframos e somos devorados.
Quem hoje quer saber de poesia ou prosa poética?
Na vida virtual, as pessoas se atacam – como nas arenas romanas.
Todos querem sangue: sempre o Outro (qualquer “Outro”) – o inimigo.
Sim: outro exílio – e lembro-me de tantos amigos – muitos já debaixo dos sete palmos de terra.
(“Isso é pura prosa poética, disfarçada de poesia” – constata um anjo torto.)
Nesta geografia, onde fica o território dos afetos?
Bate coração – bate batido coração.
Estamos de pé – mal rompe a aurora.
A luta é com as palavras – à espera do sol .

Olho o mar (sempre ele – meu amor irrevogável ) – na varanda deste  apartamento, na primeira  capital do Brasil.
(Salvador, Bairro da Graça, outubro de 2017)

sexta-feira, 13 de outubro de 2017

Definindo

Do jornalista José Nêumanne definindo a lei Carmem Lúcia:

“Congressista rouba, é investigado, mas mantém o mandato, porque este pertence ao eleitor roubado.”

quinta-feira, 12 de outubro de 2017

Foro previlegiado fere o espírito republicano


por Emanuel Medeiros Vieira

“O foro privilegiado é uma exceção não justificada no sistema republicano e sua extinção urge”
(EDSON FACHIN - ministro do STF, no Fórum de Juízes Federais em Porto Alegre)
  
   O foro privilegiado - como é utilizado hoje - transformou-se  em um deboche à cidadania.
   É um estímulo à impunidade.
   É claro que sua instituição visava, entre outras razões, proteger o espírito democrático, a liberdade de opinião, da palavra etc. Não tinha a intenção de assegurar a tradicional impunidade dos  poderosos.

   O Foro privilegiado eleva, de uma maneira abissal, a tremenda desilusão do povo com a classe política (uma das piores de toda a nossa História) e demais  “autoridades protegidas”.

   A Constituição assegura a imunidade parlamentar.
   No dia 11 de outubro de 2017, o STF decidiu por 6 votos a 5, que o Congresso precisa dar aval  a medidas cautelares que afetem o mandato parlamentar.
   A decisão terá impacto direto sobre o caso do senador Aécio Neves (PSDB-MG).
   O Senado votará se o tucano (de “nobre plumagem “), deve permanecer afastado do mandato ou não.
   O Foro Privilegiado virou garantia de imunidade para criminosos travestidos de representantes do povo.
   Para a presidente da Corte, Carmen Lúcia, a lei é para todos, mas quando for aplicada, mesmo em casos penais, “o Congresso deve ser ouvido se o acusado estiver com o mandato ameaçado“.

   O sentimento generalizado é de que a “imunidade consagra a impunidade, que o foro privilegiado virou um privilégio escuso,  que institui dois destinos para autores dos mesmos crimes: o dos cidadãos e dos detentores de mandato”.
   Como alguém bem observou , a votação no STF faz constatar que “a interpretação da lei no país muda conforme a pessoa  em questão”.
   O Tribunal votou “temendo uma crise institucional, e com o voto de minerva da presidente do Supremo. Essa não é a melhor forma de fazer prevalecer o Direito”.
   Foi mais um típico arranjo de nossas classes dirigentes, consagrando de vez o primado do “jeitinho” e da esperteza – contra a verdade, a República e a esperança.
   Tanto “latim” gasto para parir um rato - excetuando-se os  ministros que foram fiéis às suas convicções.

   Às vezes, entendo o que dizia  Vladimir Lênin,  líder da Revolução Russa: “Advogados? Nem os do Partido”.
(Salvador, Bairro da Graça,  outubro de 2017)

quarta-feira, 11 de outubro de 2017

Da Liberdade de Cátedra à Inquisição do Século XXI

por Eduardo Guerini

Um homem é uma coisa que se atira. Até que o ser humano emerja das ruínas do ser humano” (Heiner Muller, in: Safatle, V. A esquerda que não teme dizer o seu nome, 2012)

   
    Em tempos imemoriais, os intelectuais inscreviam uma revolução silenciosa abrindo as portas da escola monástica-reservada aos futuros monges, para escola urbana, aberta a todos, sem exclusão dos estudantes que permaneceriam leigos, como dizia Jacques Le Goff (2006). Um caminho que construiu a história da humanidade, a revelação dos segredos enclausurados nos monastérios, trouxe consigo os homens de ofício que se transformaram em “mercadores de palavras” ou “mercadores de tempo”. Dizem que as ideias tem seu tempo para amadurecer e frutificar. Eis o legado que produziu mestres e estudantes universitários, e, por assim dizer, a lógica do magister.

   Se no Ocidente o modo de ascensão era um desígnio do nascimento a morte, somente alcançavam o acesso ao poder os bem nascidos, os ricos, os sorteados. Nada se alterava no curso da vida. Porém, a Igreja cristã abriu a qualquer indivíduo o caminho das honras eclesiásticas, as dignidades que eram destinadas aos membros da nobreza. No local sagrado, enclausurado, abriram-se as portas da liberdade, da difusão dos saberes, e por assim dizer, da real ascensão social. O segredo da difusão de um sistema de real ascensão social. Sim, liberdade e conhecimento reconfiguraram a vida moderna.

   A liberdade de cátedra, propensão à contestação rompeu todas as amarras do Antigo Regime. Nem a mais hierarquiza e poderosa instituição – a Igreja - conseguiu submeter ao seu sacrossanto poder aos desígnios do saber que se difundiu como imaginação criadora para além das fronteiras visíveis e invisíveis.

   Na ponta da espada e no bico da pena, surge o progresso. Na documentação de importantes bibliografias, dados preciosos para história social, institucional e política. No domínio do cotidiano, uma antropologia dos costumes, dos métodos, dos instrumentos. No papel das universidades e dos universitários, na política, na grande política, os bibliógrafos, enciclopedistas, historiadores, filósofos, eruditos, doutos, clérigos e pensadores, definiam o surgimento de um padrão escolar, de um mestre das escolas. Foi um longo e tortuoso caminho iniciado por volta do século XIII.

   A grande relevância do germe da modernidade, a liberdade de cátedra, postulada por Von Humboldt, propondo um modelo de universidade, no início do século XIX, estabelecia, a liberdade dos professores para defenderem suas ideias, a liberdade de escolher os tópicos de sua pesquisa, a estabilidade da cátedra, impedindo a perda do posto, caso atacasse os poderosos.

   No momento atual, em pleno século XXI, um grupo de autoritários insanos pretende relegar o papel do mestre das escolas, dos intelectuais, dos artistas, a condição de novo herege. É a proposta dos adeptos da “Escola sem Partido”, um ataque daqueles sujeitos com crenças, naqueles que atacam todas as certezas das crenças, os dogmas. Por piedade da opressão que causam, querem que os intelectuais e mestres se estreitem nas ruminações silenciosas e obsequiosas, sem nenhuma doutrinação.

   Estes senhores da certeza agem como se fosse Gregório IX, instalando os Tribunais do Santo Oficio, categorizando o conhecimento, riscando e rasgando livros, apagando as memórias, ou, na secura de sua ignominia, destilam a raiva, como arma contra os mestres que seguem o porvir da paixão pelo justo, atrás de um saber que tem sede de verdade, da crítica como arma em busca de um mundo melhor.

   Não nos cumpliciamos aos rebeldes sem justeza, não entregamos a nossa alma como mercadores e traficantes de ocasião, esgrimamos contra as ideias profundas, num mundo profano, que não estigmatizam pessoas como pecadoras, lançando censuras inapeláveis.

   O que se esconde por trás da história dos insanos que atacam a “liberdade de cátedra”, defensores da “Escola sem Partido”? O desejo de suprimir a “autonomia” que liberta toda a ilustração e história da humanidade, da gramática à poesia, da retórica à lógica, da matemática à física, da filosofia à ética. Professemos o encanto do múltiplo e todas as suas nuances.

   Nesta homilia da mediocridade, os defensores da “Escola sem Partido” fazem o que todos os governantes desejam: destruir toda resistência, relegando aos mestres/professores a condição de mero capataz de indivíduos sem espirito, do espirito sem inquietação, da crítica sem razão.

   Não basta a miséria existencial, pela violência em todos os sentidos, pela violência simbólica, desejam os detratores da escola e dos escolásticos tratar os profissionais versados no trivium e quatrivium, em sujeitos que esqueceram a grande síntese do patrimônio comum da humanidade orientado pelo conhecimento provindo da experiência sensível (ciência), da reflexão (filosofia) e da revelação. Eis a grandeza que sujeitos toscos desejam velar, ou seja, sepultar. Falta-lhes uma faculdade de sensibilidade, um internato na biblioteca da história universal, um conhecimento enciclopedista ilustrado, um bico de pena que saiba esgrimir sem vilipendiar até a morte aqueles que lhes deram voz, e, muitas vezes, a ascensão social. São hospedeiros oprimidos com discurso opressor, atacando justamente aqueles que lhes deram o principal - a liberdade!!

   No desagravo contra a mediocridade espiritual, contra a rudeza material, que nossa luta cotidiana, nas escolas, nas universidades, ou simplesmente, na vida, siga o desejoso caminho ao inglório infinito, como escreveu Tobias Barreto (1971) “A vida é uma leitura/E quando a espada fulgura, quando se sente bater/ No peito heroica pancada/Deixa-se a folha dobrada/Enquanto se vai morrer”.

Afinal, a vida é magistral!!

Pilantragem na SDR de Brusque

Fraude em licitações da SDR de Brusque leva a bloqueio de bens de políticos e empresários

   Em 2014, licitações foram fraudadas em benefício de Antônio da Silva, então Prefeito de Canelinha e de Jones Bósio, ex-Secretário de Desenvolvimento Regional de Brusque.
   Foi determinado, por meio de medida liminar, o bloqueio de bens do ex-Prefeito de Canelinha Antônio da Silva e do ex-Secretário de Desenvolvimento Regional de Brusque Jones Bósio. Segundo o Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) eles foram os beneficiários de fraude a licitações para prestação de serviços ao Campeonato Brasileiro de Motocross, realizado em Canelinha no ano de 2014. Outros quatro envolvidos também tiveram os bens bloqueados.
   A liminar foi concedida em ação civil pública ajuizada pela 3ª Promotoria de Justiça da Comarca de Brusque. De acordo com o Promotor de Justiça Daniel Westphal Taylor, por meio das fraudes foram desviados pelo menos R$ 150 mil dos cofres públicos, em benefício de Antônio da Silva e Jones Bósio, com a colaboração dos demais réus.
   Na ação, o Promotor de Justiça relata que em 2014, por ordem do então Secretário Jones Bósio, o Gerente de Cultura e Esportes da SDR/Brusque, Carlos Arnoldo Queluz, promoveu três licitações, todas na modalidade convite, para prestação de serviços para o campeonato Brasileiro de Motrocross, realizado em Canelinha.
   Duas das licitações - uma para segurança e limpeza e outra para fornecimento de equipamentos -, no valor de R$ 75 mil cada uma, foram vencidas pelo Instituto Catarinense de Moda. Além do vencedor, participaram do certame Valtrudes Rau Queluz e Associação Esportiva Óleo Grande.

  "Era tão indiscreta a manipulação das licitações que Valtrudes Rau Queluz é ninguém menos que a mãe de Carlos Arnoldo Queluz. Por outro lado, Carlos era um dos fundadores e integrantes da Associação Esportiva Óleo Grande", informa o Promotor de Justiça.

   Conforme demonstra na ação o Ministério Público, o Instituto Catarinense de Moda jamais prestou os serviços - executados, ao final, pela Federação Catarinense de Motociclismo -, tendo servido, na verdade, como instrumento de repasse ilícito dos valores, destinando, por intermédio de seu Secretário Executivo, Rosenildo Amorim, R$ 150 mil ao então Prefeito de Canelinha, Antônio da Silva.
   A terceira licitação, para o serviço de terraplanagem e construção da pista, no valor de R$ 150 mil, foi vencida pela empresa CR Artefatos, de propriedade dos filhos de Vendelino Raimondi. Mais uma vez, foi apurado que a empresa não executou o serviço - apenas forneceu a nota fiscal, por meio de Vendelino e de um de seus filhos - e serviu como `ponte¿ para o dinheiro chegar às mãos de Antônio da Silva. Mais uma vez, o serviço foi executado diretamente pela Federação Catarinense de Motociclismo.
   Do valor recebido pelo Prefeito de Canelinha, que totaliza R$ 300 mil, cerca de R$ 150 mil teriam sido repassado posteriormente à Federação Catarinense de Motociclismo e R$ 50 mil foram entregues a Jones Bósio.
   Na ação, o Promotor de Justiça requer, conforme previsto na Lei de Improbidade Administrativa, a condenação dos envolvidos na fraude: o ex-Prefeito de Canelinha Antônio da Silva; o ex-Secretário de Desenvolvimento Regional de Brusque Jones Bósio; o ex-Gerente de Cultura e Esportes da SDR/Brusque Carlos Arnoldo Queluz; do Secretário-Executivo do Instituto Catarinense de Moda, Rosenildo Amorim; e dos empresários Vendelino Raimondi e Walnei Agílio Raimondi.
   Para o Ministério Público, é necessário indisponibilizar os bens dos envolvidos diretamente com os desvios dos valores públicos até a quantia suficiente para a reparação do dano atualizada - calculada em R$ 250 mil - permitindo, no futuro, o ressarcimento do erário.

terça-feira, 10 de outubro de 2017

VEJA OS VÍDEOS do assalto no shopping Floripa

Do Notícias do Dia

   Assaltantes armados e encapuzados invadiram uma lotérica do Floripa Shopping, no bairro Saco Grande, em Florianópolis, na tarde desta segunda-feira (9). Ao menos quatro criminosos participaram da ação, que ocorreu no fim da tarde, por volta das 16h30, e não deixou feridos.

   Segundo informações da RICTV, funcionários da empresa de carro-forte, responsável pelo transporte de valores, foram abordados por dois assaltantes, que portavam pistolas e fuzis. Eles estavam recolhendo os malotes da lotérica, localizada no piso térreo, quando ocorreu o ataque. Enquanto os funcionários da empresa de transporte de valores foram rendidos, um homem obrigou os clientes a deitar no chão e outro aguardava no carro utilizado para a fuga. Durante o assalto, os criminosos ainda roubaram uma escopeta calibre 12, dois revólveres calibres 38 e dois coletes à prova de balas dos vigilantes, além de realizarem um disparo contra um vidro do estabelecimento.

Matéria completa no ND 

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Ser jornalista é "tendência"...agora


segunda-feira, 9 de outubro de 2017

CANCELLIER

por Emanuel Medeiros Vieira
PARA O MEU AMIGO LUIZ CARLOS CANCELLIER DE OLIVO

“Poema nenhum nunca mais,/será um acontecimento;/escrevemos cada vez mais/para um mundo cada vez menos,/para esse público dos ermos/composto apenas de nós mesmos,/uns joões batistas a pregar/para as dobras de suas túnicas/seu deserto particular,/ou cães latindo noite e dia,/dentro de uma casa vazia”
(Alberto da Cunha Melo (1942-2007)

   Foi em Porto alegre que avisaram-me: havias partido.
  

   Sem computador, na semana final de um tratamento – onde também jogo uma partida de xadrez com a morte –, como no filme de Ingmar Bergman (“O Sétimo Selo”) – fiquei internalizando a notícia, meditando sobre a vida e a morte, a amizade, sobre as utopias que moveram nossas gerações, e também sobre as aves de mau agouro que caíram sobre o país desde a Colônia.

   Eu era treze anos mais velho que tu. Tinhas 59. Eu: 72

   Pensei em Albert Camus, para quem o único problema filosófico relevante é o suicídio. (Cito de memória – meus perdões por não ser rigorosamente fiel).

   E lembras do “Candanguinho”, o fraternal colégio – dos começos da vida ao antigo quarto ano primário? Minha filha Clarice nasceu em 1986, eu tinha já 41 anos.

   O amigo foi pai antes.

   E foi maravilhoso lá te encontrar com teus filhos (sinceramente, não lembro se foi só um), que também estudavam lá, e conversávamos todos os dias. Sobre o país, a “abertura”, a literatura, tudo. Eu pegando a “pequena” (Clarice) e tu os teus (ou o teu).

   Não sou adepto de “fakes news” e fico um pouco envergonhado em não fornecer a informação precisa. Não há “verdade alternativa”. Só há verdade e mentira.

   No país pelo qual tanto lutamos, a hegemonia é da mentira. Parece um apito do diabo. E a mentira parece imperar em nosso mundo desolador, árido e sombrio.

   Não: nunca foste árido, árido ou sombrio. Mesmo quieto, eras solar.

   Talvez só no final. Só após a bofetada da injustiça.

   Lembras – antes de eu ir para Brasília – quando eu e o Adolfo Luiz Dias e tu, e fomos de carro a Brusque? Havia lá um pessoal que estava batalhando intensamente pela cultura, com jornais alternativos e outros atalhos para poder respirar na ditadura.

   Outros lutavam na Ilha, como o meu amigo Celso Martins.

   No dia em que fomos, havia em Brusque uma Feira do Livro – a poeta Inês Mafra era uma das líderes.

      Conversamos muito sobre convicções: raízes cristãs, marxismo (minha opção anterior foi pela AP – Ação Popular). Lembro que muitos amigos aderiram ao velho e bom Partidão.

   Talvez eu tenha sido uma exceção, mas me dei bem com todos, como o querido Roberto Motta, o Jarbas Benedet, o Aristeu Rosa, o Cirineu Martins Cardoso, o Luiz Fernando Galotti, o Alécio Verzola e outros. Perdoem os que não citei – fiz questão de só lembrar dos mortos.

   Já fiz tanto obituário. Só queria dizer: “Adeus, meu amigo. Descansa em Paz!” . Farás muita falta ao Humanismo e à UFSC.

   E creio que só posso pedir que acreditem em mim, se previamente eu acredite naquilo que falo e escrevo. É o que na Ação Popular chamávamos de autenticidade.

   Então: não há luta justa, se os valores e ações não forem justos.

   Temos tipos messiânicos que se consideram salvadores da Pátria. Que têm o monopólio da virtude (acham que têm).

   Não é pelo espetáculo midiático, circense, operístico – carregado de vaidade e narcisismo – que alcançaremos a Justiça e a Democracia.

   É claro que ABOMINO A CORRUPÇÃO.

   Não estou demonizando operações que investigam e prendem antigos e novos malfeitores e bandidos da Pátria. Falo dos que não conseguem fazer nada sem a construção do espetáculo midiático.

   Nós todos passaremos. Mas o Brasil ficará.

Porto Alegre e Salvador, outubro de 2017

Oi, Emanuel, 

Tinha recebido e lido, sim, mas sem tempo para comentar. Hoje me pegaste aqui no fim de uma insônia, e li de novo, com muito gosto. 

Muito bonitas as tuas reflexões. Bom saber que continuas lúcidos e sempre são. És duro na queda, e tens muito que dizer e isso requer tempo, que Deus certamente há de te dar, ainda que a partida pareça ter entrado na final de peões. 

Lembra que a cada movimento do teu bispo ou da torre, tu tens a prerrogativa de fazer parar por segundos o relógio do tempo, enquanto Deus pensa em como sair da sinuca. Que ele pense cada vez mais devagar... e que no fim o cheque-mate seja teu. 

Mas veja lá... não vás matar a Deus! 

Um forte abraço, Emanuel. Uma hora dessas ligo para ti. Estás em Brasília ou alhures? 

Abraço fraternal. 

Ewandro Magalhães

domingo, 8 de outubro de 2017

Trótski, Frida e Rivera

por José Padilha, O Globo

Como é que, conhecendo intimamente a história de Trótski, Frida e Rivera continuaram a acreditar no comunismo soviético?

Escrevo da Cidade do México, onde estou pesquisando a relação de Trótski e de sua mulher, Natalia, com Diego Rivera e Frida Kahlo, para um roteiro. Os casais moraram juntos na famosa casa azul de Frida, de janeiro de 1937 até abril de 1939..

  Na ocasião, Trótski estava exilado no México, onde foi assassinado (em 1942) por um emissário de Stalin — Trótski e Frida tiveram um caso amoroso nesse período, o que levou ao rompimento de Rivera com o Trotskismo. A paixão e a ideologia andam de mãos dadas…

   Duas coisas me chamaram a atenção. A primeira foi a extensão com que o marxismo moldou a arte e a visão de mundo dos mais importantes intelectuais mexicanos da época, que retratavam a História de seu país, inclusive a subjugação das complexas civilizações mesoamericanas pelos espanhóis, como uma ratificação empírica das ideias comunistas.

  A segunda foi o museu de Trótski. Criado por seu neto, o museu mostra que a Revolução Russa tinha um viés totalitário desde o seu início. Stalin manobrava, já na década de 1920, para tomar o poder e instaurar uma ditadura — ditadura esta que perseguiu e matou de forma extremamente violenta todos os seus “camaradas” de luta.

  Stalin foi particularmente cruel com Trótski. Não só destruiu a sua família — só o neto sobreviveu —, como fez dele um exemplo, ordenando que fosse assassinado de forma “marcante” — Trótski foi morto a golpes de picareta na cabeça, desferidos por um espião espanhol.

  Ao observar a obra de Frida e de Rivera e visitar o museu de Trótski, não pude deixar de perguntar a mim mesmo: como é que, conhecendo intimamente a história de Trótski, Frida e Rivera continuaram a acreditar no comunismo soviético?

  Eu sei, às vezes é necessário algum distanciamento histórico para se ver o óbvio. Mesmo assim, a pergunta me parece relevante. Afinal, apesar de a História da humanidade ter demonstrado cabalmente que todo governo socialista clássico (excluo as sociais democracias) se transforma em ditadura, ainda hoje boa parte dos intelectuais latino-americanos acredita que a concentração de poder pressuposta pelo socialismo pode gerar governos justos.

  Normalmente, a direita lida com estes intelectuais de forma irônica. Um exemplo é o livro de Mendoza, Montaner e Vargas Llosa, o Manual do Perfeito Idiota Latino-Americano. Outro é Nelson Rodrigues, que dizia que no Brasil, “o marxismo adquiriu uma forma difusa, volatizada, atmosférica. É-se marxista sem estudar, sem pensar, sem ler, sem escrever, apenas respirando.”

  Não deixo de concordar com Nelson. E, no entanto, acho que a História demonstra que o capitalismo tem problemas estruturais sérios, que colocam em questão a sua sobrevivência nos moldes atuais.

  Não é difícil constatar, por exemplo, que o capitalismo dá origem a grandes corporações; que as grandes corporações usam o poder econômico para influenciar a política e a lei; e que esta influência tende a gerar monopólios e oligopólios que eliminam a competição, impedem a aplicação correta e necessária das leis antitruste e concentram a renda — Vide Piketty em O Capital no Século XXI.

  Ou ainda, que o capitalismo tem grande dificuldade de lidar com os problemas ecológicos causados pelo crescimento econômico e com a crescente mecanização do trabalho resultante da robótica.

  O resultado de tudo isso é particularmente visível nos EUA de hoje, onde o “top 1%” da população detém mais riquezas do que o “botton 90%”. De forma que, piadas a parte, Frida, Rivera e cia tinha lá as suas razões.

  Não sei por que a História de Frida, de Rivera e de Trótski me levou a pensar em coisas tão abrangentes. Seja qual for a razão, a minha estada aqui no México me fez pensar que as duas ideologias dominantes do mundo de hoje têm sérios problemas em lidar com os dados históricos, e que nenhuma delas nos indica, com clareza, o que precisa ser feito para termos um futuro melhor.

  Precisamos urgentemente de novas ideias.
 

*José Bastos Padilha Neto é um cineasta, roteirista, documentarista e produtor cinematográfico brasileiro.

quinta-feira, 5 de outubro de 2017

Nuzman é preso por corrupção na Rio 2016

O presidente do Comitê Olímpico Brasileiro (COB) Carlos Arthur Nuzman chega na sede da Polícia Federal após ser preso no Rio de Janeiro (Foto: Bruna Kelly/Reuters)
     Carlos Arthur Nuzman e o ex-diretor de Comitê Olímpico, Leonardo Gryner, foram presos, no início da manhã desta quinta-feira, em endereços da Zona Sul da cidade. PF e MPF investigam compra de jurados para a eleição da sede olímpica. 
   Agentes da Polícia Federal e do Ministério Público Federal prenderam Carlos Arthur Nuzman, presidente do Comitê Olímpico Brasileiro (COB) e do Comitê Rio 2016, e Leonardo Gryner, ex-diretor de operações do comitê Rio 2016 e braço-direito de Nuzman, na manhã desta quinta-feira (5), na Zona Sul do Rio. 
   Leia matéria completa no G1

quarta-feira, 4 de outubro de 2017

NOTA OPERAÇÃO OUVIDOS MOUCOS


   O Ministério Público Federal em Santa Catarina se solidariza com a dor dos familiares do ex-reitor da Universidade Federal de Santa Catarina e também manifesta seu apoio incondicional aos órgãos de Estado que atuaram na Operação Ouvidos Moucos, ratificando o que foi dito na nota oficial da Rede de Controle da Gestão Pública no Estado de Santa Catarina, reproduzida abaixo:


sexta-feira, 29 de setembro de 2017

Lembranças...


 Setembro de 2013
 Esta pessoa elegante acaba de me perguntar, em alemão, se tinha problema fumar ao meu lado. Quanta educação! Até eu entender o que me perguntava quase que ela desiste de fumar!!!!
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   Portal do jardim (Ischtar) da Babilônia (original). Construido por Nabuco do Nossor. Pergamonmuseum. Berlim.
Impactante!


Outono em Berlim... 




Vítriner dá Swarovski na Kärntner Straße. Viena.
Veneza. Única!

Paisagem. Rio Arno, Florença.
Esquinas. Palermo Soho com chuva. Buenos Aires.

Beiramar vista de fora. Florianópolis.