sexta-feira, 15 de setembro de 2017

Seis coisas sobre a exposição no Santander Cultural

Da Gazeta do Povo

A indignação com parte do conteúdo da exposição "Queermuseu - Cartografias da Diferença na Arte Brasileira", do Santander, é correta. Mas é preciso cuidado para não promover uma caça às bruxas

por Jones Rossi*

    Em um país onde metade da população segue sem saneamento básico — ou seja, não tem coleta de esgoto em casa — e o assunto de toda semana é a corrupção endêmica, pode ser considerado auspicioso que uma exposição cultural esteja em pauta. O brasileiro não é muito chegado a um museu: segundo o IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), 15% da população vai a uma ampla categoria que engloba “eventos/centro culturais/museus”

 Então, boa parte dos 85% que não vão a museus estão indignados com parte do conteúdo da exposição "Queermuseu - Cartografias da Diferença na Arte Brasileira", do Santander por justas razões e outras nem tanto. Vamos a elas: 

1 - Crianças 

   Conforme a Gazeta do Povo apurou, crianças visitaram a exposição que continha obras claramente pornográficas e com cenas de zoofilia. Não se trata aqui nem de fazer uma censura às obras. Existe, porém, uma classificação indicativa para qualquer produto cultural, por mais prosaico que seja: de filmes a videogames. A televisão não pode, com razão, exibir determinados programas em horários, justamente por causa das crianças. Qualquer TV por assinatura ou por streaming, como é o caso da Netflix, possui controles parentais. 
   Se os museus querem atrair mais público, precisam estar atentos a isso. O Santander não só desprezou algo básico, como a produtora do evento, a Rainmaker Consultoria de Imagem, Projetos e Produções, incluiu no projeto que peticionava dinheiro à Lei Rouanet cartilhas e catálogos da exposição para estudantes de escolas públicas. 

   Leia a matéria completa. Beba na fonte.

Arte e polêmica

 Artista é detida em Paris por posar nua no museu d'Orsay

   Em maio de 2014, a artista luxemburguesa Deborah de Robertis expôs a vagina diante do quadro, "A Origem do Mundo", de Gustave Courbet, que reproduz a imagem de genitais femininos. A trilha sonora para a performance foi "Ave Maria", de Schubert. Ela batizou sua recriação como "o espelho da origem". Alguns frequentadores do museu aplaudiram De Robertis, mas os seguranças foram rapidamente até ela para exigir que finalizasse a performance o quanto antes.

quinta-feira, 14 de setembro de 2017

Lula: "PALOCCI É MÉDICO, FRIO, CALCULISTA"





quarta-feira, 13 de setembro de 2017

Garotinho é preso quando apresentava programa de rádio

   Como o Garotinho foi levado pelos agentes da Polícia Federal durante o comercial, ao retornar a sua programação, a direção da Super Rádio Tupi escalou um substituto, que mentiu para o público. O comunicador não avisou que o titular havia sido detido em pleno estúdio. A alegação foi que, entre o início e o fim do intervalo, o apresentador “vai se cuidar” porque a “voz foi embora”.




Leia matéria completa. Beba na fonte.

terça-feira, 12 de setembro de 2017

SC ganha site de notícias sobre Justiça e Direito

   
   A partir dessa terça-feira, dia 12, Santa Catarina passa a ter um espaço dedicado especialmente à divulgação de informações do mundo jurídico no Estado.
   O JusCatarina.com.br, é o primeiro portal focado exclusivamente em notícias da Justiça e do Direito de SC.

   O propósito do site é levar aos leitores todo conteúdo socialmente relevante e que esteja relacionado a alguma área do Direito. O foco está na divulgação do rico manancial de informações de interesse coletivo produzidas diariamente pelos operadores do Direito, contribuindo, assim, para a disseminação da cultura jurídica em nosso Estado.

   O JusCatarina tem como meta oferecer, ainda, um espaço virtual para o debate de importantes temas que estão na agenda do Estado e do País, sempre com a opinião qualificada de advogados, magistrados, promotores de Justiça, procuradores, defensores públicos, professores e demais profissionais que militam na área jurídica. 

QUEM
   O portal foi idealizado e será editado por dois profissionais com formação em Jornalismo e Direito. João Cavallazzi (editor-chefe) e Fabrício Severino (editor-executivo), ambos com passagem pela imprensa estadual e experiência em assessoria de comunicação.


Vice presidente do Uruguai renuncia após escândalo com cartões corporativos

 Título acadêmico falso de Genética Humana, que teria cursado em Cuba e gastos milionários com cartões corporativos derruba o vice-presidente do Uruguai Raul Sendic. O lider do Frente Amplio, Sendic é filho de um dos fundadores do Movimento de Libertação Nacional - Tupamaros. O escândalo dos cartões aconteceu quando Sendic era presidente da petroleira estatal Ancap, indicado pelo ex-presidente José Mujica.


   O escândalo do uso de cartões corporativos data da época em que Sendic era diretor da petroleira estatal Ancap, entre 2010 e 2013. A nomeação foi feita pelo ex-presidente José "Pepe" Mujica (2010-2015).
    A informação, que se tornou pública a partir de um recurso de acesso a dados da empresa iniciado por jornalistas, mostrou gastos de Sendic em lojas de material esportivo, produtos eletrônicos e joalherias no Uruguai e em outros países.
    O vice-presidente do Uruguai, Raúl Sendic, apresentou sua renúncia "indeclinável" ao cargo neste sábado (9), depois de se ver envolvido em um escândalo pelo uso de cartões corporativos oficiais e um título acadêmico que não tinha.
"Apresentei ao plenário da Frente Ampla (partido do governo) minha renúncia indeclinável à vice-presidência. Comuniquei também ao presidente Tabaré Vázquez", anunciou Sendic no Twitter, depois de uma reunião com o partido.
 Matéria completa na Folha. Beba na fonte.

terça-feira, 5 de setembro de 2017

Ministros do STF citados em gravações de delatores

Ricardo Lewandowski, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e José Eduardo Cardozo são mencionados em material entregue por delatores à PGR
  
   Os novos áudios da delação de executivos da J&F entregues à Procuradoria-Gereal da República (PGR), na semana passada, citam os nomes de três ministros do Supremo Tribunal Federal (STF): Ricardo Lewandowski, Gilmar Mendes e a presidente da Corte, Carmén Lúcia. 
   Em nenhum deles, há menção ou atribuição a algum tipo de crime, de acordo com informações apuradas pelo Estado. O ex-ministro da Justiça José Eduardo Cardozo também é citado em trechos das gravações publicados pela revista Veja nesta manhã de terça-feira, 5. Segundo eles, “se pagassem” o petista, “pegariam o Supremo”. 
   Matéria completa no Estadão.

sábado, 2 de setembro de 2017

Delação de Guido Mantega deve ser devastadora

Mantega pode entregar falcatruas na Petrobras, Fazenda e BNDES
   
   Caiu como uma bomba na cúpula petista o acordo de delação para que Guido Mantega, ex-ministro de Lula e Dilma entregasse documentos sobre contratos do BNDES com a JBS/J&F. Líderes do partido estão à beira do colapso antecipando revelações. 
   É que Mantega, além de presidir o BNDES, foi ministro do Planejamento de Lula, e depois ministro da Fazenda nos governos Lula e Dilma. Mantega também é apontado pela Odebrecht como operador da propina a partir de 2011. A informação é do colunista Cláudio Humberto, do Diário do Poder.

sexta-feira, 1 de setembro de 2017

Atropelamento mata procurador Aor Steffens Miranda

   O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) informa o falecimento do Procurador de Justiça Aor Steffens Miranda na madrugada desta sexta-feira (1/9), no município de São José. O velório acontece a partir das 11:30 na capela do Jardim da Paz, em Florianópolis e o sepultamento será às 9h de sábado (02/09) no mesmo local. 
    Conforme o Copom (Centro de Operações da Polícia Militar), a ocorrência foi registrada por volta das 2h20. As primeiras informações são de que o motorista do carro, uma Mercedes Benz C 180, estava visivelmente embriagado, mas permaneceu no local. Ele também já foi identificado e tem 35 anos. 
   Aor estava saindo de um jogo de futebol, próximo à Beiramar Continental. Ele e o amigo João Carlos Schultz, que aguardavam os demais colegas na calçada, foram atropelados por um veículo desgovernado em alta velocidade e morreram no local. Segundo a PM, motorista apresentava sinais de embriaguez
   Aor ingressou no Ministério Público de Santa Catarina em 1990 como Promotor de Justiça em Joinville. Passou pelas comarcas de Anita Garibaldi, Santa Cecília, Canoinhas, Criciúma, Itajaí e na Capital. Em 2016 tomou posse como Procurador de Justiça. Ele deixa esposa e dois filhos. 

quarta-feira, 30 de agosto de 2017

Amazônia: Temer paga a conta da bancada ruralista

por Emanuel Medeiros Vieira 
   Michel Temer extinguiu em 23 de agosto de 2017, uma área de reserva ambiental de 46.450 quilômetros quadrados – tamanho equivalente ao Estado do Espírito Santo–, na divisa entre Pará e Amapá, conhecida como Renca (Reserva Nacional de Cobre e seus Associados).
   Como lembram ambientalistas, a REGIÃO POSSUI RESERVAS MINERAIS DE OURO, FERRO E COBRE.
   Mesmo que ele tenha publicado um novo decreto no dia 28 de agosto – não por convicção, mas devido ao colossal protesto de brasileiros e estrangeiros – a Renca continua extinta.
   O próprio ministro do Meio Ambiente, Sarney (eis uma família “perpétua no país!), admitiu o receio de um “desmatamento desenfreado” no Brasil.
   RESUMINDO: Temer está pagando os votos que recebeu da forte e muito poderosa bancada ruralista (ou da “motosserra”, para outros) para que a denúncia contra ele não fosse aceita no Congresso Nacional.
   Para Mariana Napolitano do WWF Brasil, o crescente interesse pela mineração na área  poderia levar à redução “das áreas de proteção e as corridas pelo ouro”.
   O resultado disso seria uma explosão demográfica, mais desmatamento, contaminação de recursos hídricos por metais pesados, além de ameaça às populações indígenas.
   No dia 28 de agosto, artistas se envolveram em mobilização nas redes sociais pedindo que a população protestasse contra a decisão de extinção da Renca.
   A própria modelo Gisele Bündchen também tem divulgado textos, acusando o governo de estar “leiloando” a floresta.
   Para outros, Temer está o destruindo a Amazônia, buscando o crescimento econômico a qualquer custo.
“Mas o preço que nós e as futuras gerações pagarão vai ser alto. Não é este o Brasil que quero”, desabafa Gustavo Rodrigues.


ANTES: É preciso lembrar que, na viagem que o presidente fez a vários países em agosto, o governo da Noruega anunciou o corte de pelo menos 50%  no valor enviado para o Brasil em projetos de combate ao desmatamento. O anúncio foi feito em Oslo na presença do ministro do Meio Ambiente brasileiro. A Noruega é o maior doador ao Fundo da Amazônia e já destinou ao Brasil um bilhão e cem milhões de dólares.
Brasília, agosto de 2017

MP denuncia secretário por crime de omissão de dados

O Secretário de Desenvolvimento Urbano omitiu dados técnicos indispensáveis para proposição de ação civil pública em defesa da pessoa com deficiência, crime punível com até cinco anos de prisão.
  
   O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) apresentou denúncia contra Franklin Silveira Brum Júnior, Secretário de Desenvolvimento Urbano do Município de Chapecó, pelo crime de recusar, retardar ou omitir dados técnicos indispensáveis à propositura de ação civil pública relacionada aos direitos da pessoa com deficiência. A denúncia já foi recebida pelo Juízo da 1ª vara Criminal da Comarca de Chapecó. A partir de agora, o Secretário é formalmente considerado réu na ação penal.
   O crime é previsto na Lei nº 7.853/89, que dispõe sobre o apoio e a tutela jurisdicional de interesses coletivos ou difusos das pessoas com deficiência e disciplina a atuação do Ministério Público. A pena, em caso de condenação, é de dois a cinco anos de reclusão e multa.
   De acordo com a 13ª Promotoria de Justiça de Chapecó, por três vezes, desde fevereiro, o Secretário respondeu com evasivas às requisições do Ministério Público para apresentação de dados relacionados às vistorias de acessibilidade e concessão de alvarás pelo Município.
   Os relatórios, segundo o Ministério Público, são de fundamental importância para identificar os casos a serem alvo de inquéritos civis ou ações civis públicas para correção da acessibilidade. Em fevereiro de 2017, por decreto municipal considerado inconstitucional, centenas de estabelecimentos irregulares foram autorizados a funcionar.    O Ministério Público queria acesso à listagem destes estabelecimentos.
 

terça-feira, 29 de agosto de 2017

CAMPECHE: Supermercado joga esgoto na Lagoinha Pequena!



do Alencar Deck Vigano

   Vocês fazem ideia do que é isso? Isso é ESGOTO compartilhado pelo Hiperbom Rio Tavares. Promoção da Semana!!! É chegar e aproveitar. Esgoto do Hiperbom Rio Tavares sendo jogado na Lagoa Pequena. Como o bueiro do fim da rua [em frente ao Sufocos] estava entupido, o esgoto veio para a via. Moradores da servidão dizem que isso acontece há dias ou semanas, desde que o Hiperbom fez uma ligação bem suspeita de uma canalização direto para a galeria pluvial. A Lagoa Pequena, nossa Lagoinha, pode estar sendo sistematicamente poluída. Tombada pelo Decreto Municipal 135/1988, já sofre demais com ocupações irregulares no seu entorno. E agora mais essa!!! Aí está a prova para os que defendem o "desenvolvimento" a qualquer custo. Infelizmente, em um lugar onde a natureza/recursos naturais é visto como uma trava ao "desenvolvimento", essa é a regra geral. Parabéns aos envolvidos!!!

PS.: Estive no local e conversei com o engenheiro da "obra" e ele confirmou que é do Hiperbom sim. Disse que dariam um jeito de arrumar. Depois que todo mundo viu, claro que vão dar um "jeito". Vereador Vanderlei Farias acompanhou a conversa in loco.

Atualizando: Alencar Deck Vigano
Nós, diretores da AMOCAM, temos toda a obrigação de atender reclamações dos moradores e tentar dar o encaminhamento correto. Hoje tivemos o episódio com o esgoto do Hiperbom Rio Tavares, às margens da Lagoa Pequena. Para que ninguém diga que estamos levantando boato ou agindo de má-fé, há 03 testemunhas da conversa - inclusive um vereador de Florianópolis - que tive com o Engenheiro Carlos [foi o que entendi do nome dele], responsável pelo sistema de esgoto/tratamento de efluentes do Hiperbom. O engenheiro responsável confirma que é deles mesmo e disse que iriam arrumar. Os moradores da servidão dizem que isso já vem ocorrendo com frequência e que o fedor é horrível, confirmando mesmo a suspeita de esgoto. Fizemos denúncia no Pró Cidadão para que a Vigilância Sanitária fosse até o local. A nossa surpresa é que o fiscal disse que iriam até o local, mas não confirmam horário. Isso que já estamos ligando desde a manhã de hoje para resolverem o problema. O protocolo é o 002122/17, senha 43EBFD0, para quem quiser acompanhar o processo. O mais triste não é você saber que há empresas poluindo - isso é fato. Triste é você depender de uma fiscalização que não funciona!
Abraços e obrigado ao vereador Marquito - Marcos José de Abreu pelo apoio e o vereador Vereador Vanderlei Lela por estar no momento da conversa e poder comprovar que o engenheiro responsável assumiu a culpa pelo ocorrido!

segunda-feira, 28 de agosto de 2017

Prioridades da Província Catarina no Mundo Colombino

por Eduardo Guerini
“Essa é a maravilhosa tolice do mundo: quando as coisas não nos correm bem - muitas vezes por culpa de nossos próprios excessos - pomos a culpa de nossos desastres no sol, na lua e nas estrelas...sendo toda nossa ruindade atribuída à influência divina... Ótima escapatória para o homem, esse mestre da devassidão, responsabilizar as estrelas por sua natureza de bode! (Shakespeare, Rei Lear, Ato I, Cena II)
  
A longa crise econômica que o Brasil vive, desde 2014, sempre foi desdenhada no Governo Raimundo Colombo, pelos representantes políticos e parlamentares dos principais partidos políticos e agentes econômicos. As propagandas institucionais do governo e da Assembleia Legislativa glorificavam a força do povo catarinense, e, de certa forma, a imunidade de Santa Catarina diante dos indicadores negativos para emprego, renda e crescimento do Produto Interno Bruto.

   As inúmeras campanhas institucionais de Raimundo Colombo e seus marqueteiros entoavam um mantra: Crise? Que Crise? Santa Catarina era a terra do trabalho e não seria atingida de modo algum, diante de um modelo de eterna prosperidade, com um modelo econômico louvado em prosa e verso.

   Nos últimos meses, o Governo Colombo continua colhendo resultados pífios em virtude de inúmeros fatos, que emergiram para os colunistas provincianos, que vivem como Cassandras alucinadas desejosos apenas de vender profecias para colher certa realidade. O silêncio envergonhado de alguns colunistas contrasta com a louvação descarada, sem qualquer leitura da crise fiscal que levará o governo catarinense a bancarrota.

   O relatório do Tribunal “Faz de Contas” do Estado de Santa Catarina, aprovado com ressalvas, não foi rejeitado por questões de minutos, garantindo a substituição técnica de conselheiros que colocariam Raimundo Colombo sob suspeição diante de nova “engenharia financeira”, mais conhecido no jargão popular por “pedaladas fiscais”. Como apontou excelente matéria do Farol reportagem “Mesmo com “pedaladas” de R$ 470 milhões em 2016 e falta de transparência na renúncia fiscal de R$ 5,4 bilhões, TCE aprova conta de Colombo. Prática também tinha foi verificada nas contas de 2015.”

   O colapso fiscal é visível em diversos setores, tais como: saúde pública - com hospitais/CEPON/ Unidades clamando por recursos legalmente obrigatórios, que se transformaram em promessas nunca cumpridas. A segurança pública não se compara ao caos do Estado do Rio de Janeiro, porém, a elevação de mortes violentas somadas a crise no sistema prisional, são contrastantes. Na educação, o silêncio dos professores diante da precariedade de escolas e condições, é ofuscado por anúncios de obras em propagandas de realismo fantástico.

   Nesta conjuntura recessiva, a geração de emprego e renda é cada vez menor, considerando a queda no investimento privado, com fechamentos de unidades produtivas por todo Estado de Santa Catarina. A queda na atividade econômica repercute diretamente na arrecadação de impostos estaduais, com substantiva redução nos impostos federais para o Fundo de Participação do Estado (FPE). A condição de penúria fiscal do Estado emergiu quando empresários foram chamados para contribuir “voluntariamente” com doações para abastecimento de ambulâncias do SAMU e compra de medicamentos para unidades hospitalares.

   No atual estágio, o Governador Raimundo Colombo continua pedalando e viajando por Santa Catarina para vender mais uma edição do Fundo de Desenvolvimento Municipal – FUNDAM, um projeto que é lançado rotineiramente na véspera de eleições. Tal esperteza política arregimenta forças políticas de todos os matizes, mas parece ser contestada por alguns deputados que não são aquinhoados com tal regalo que fará parte da dívida pública estadual futura.

   O leguleio político e as patranhas fiscais diante do cenário de colapso das finanças estaduais obrigou o Secretário da Fazenda a agir com rigor, reuniu os demais Secretários para “ordenar que as Secretarias definam prioridades”.

   A dúvida que fica para os catarinenses diante de um cenário de colapso fiscal, endividamento crescente e recuperação econômica incerta: “qual é a prioridade do Governador Raimundo Colombo e partidos que dão sustentação politica ao seu governo”?

   Tudo indica que existe uma diferença abissal entre as prioridades dos catarinenses, de Colombo, dos parlamentares e partidos políticos. Afinal, existe uma eleição no meio do caminho, que garantirá a sobrevivência e foro privilegiado da velha casta política que governa a província Catarina!

sexta-feira, 25 de agosto de 2017

O melhor de Iara Germer!




   Tá aí Contemplação, música minha que tá no CD que vou lançar em setembro, 19, no TAC. Comigo vão estar Rafael Calegari no baixo e na direção musical, Gustavo Lopes no violão, Thiago Larroyd no cavaco e bandolim, Fábio Mello nos sopros, Neno Moura e Alexandre Damaria na percussão, e Tatiana Cobbett, Jana Gularte e Dandara Manoela no coro! Eu sou mesmo abençoada!!!

Ministro defende prisão de condenados em segundo grau

“Eu acho que permitir a execução penal depois da condenação em segundo grau foi um passo decisivo para enfrentar a corrupção e a criminalidade do colarinho branco no Brasil. Será um retrocesso fazer essa mudança. É um retrocesso em favor do pacto espúrio celebrado por parte da classe política, parte da classe empresarial e parte da burocracia estatal”.

“O Supremo mudou esta orientação no ano passado, em três decisões. Nada mudou na realidade social, nem na realidade jurídica de lá para cá, para o Supremo voltar atrás. Agora, um país em que a jurisprudência vai mudando de acordo com o réu não é um estado de direito, é um estado de compadrio. Eu sou contra isso”.
Ministro do STF, Luís Roberto Barroso, ao fazer a defesa da prisão dos condenados em segundo grau, em entrevista a O Globo.

BARCO

por Emanuel Medeiros Vieira
para Nelson Wedekin

Tenho me convivido muito ultimamente e descobri com surpresa que sou suportável, às vezes até agradável de ser. Bem. Nem sempre”. (Clarice Lispector)

“Nesta foto do tempo de criança/o que mais me encanta/não é nossa alegria de infantes/mas a réstia de luz de uma manhã/brilhando no chão de uma varanda/Ninguém apaga este sol que nos chega da infância”. (Miguel Sanches Neto)

Meu barco me levará até o teu sonho.
Mapeio territórios, procuro bússolas, cartas de navegação.
Velas ao vento– singrando os Sete- Mares.
(Não quero ser o navegador do Apocalipse.)
O barco segue comigo – como o mar.
A vela só vale acesa.
E neste barco, penso em regatas e domingos azuis.
Voltarei a colher flores nas manhãs orvalhadas?
Vai, meu barco – esta jornada. 
(Cantil cheio, pão de centeio.)
Segue, meu barco! 
Segue.
Os veros viajantes estão no exílio?
Não quero só pranto – mas a redenção.
Navega com o meu barco – coração –, navega.
Alvíssaras!

quinta-feira, 24 de agosto de 2017

Brasil Trade: a empresa do PT e PMDB para roubar dinheiro público


Segundo a PF, empresa seria composta por Vaccarezza, Lobão, Tiago Cedraz e Jorge Luz

   A Operação Lava Jato encontrou documento com “diretrizes” para criação de uma empresa, denominada “Brasil Trade”, que pode ser a formatação de uma sociedade entre corruptos, corruptores e operadores de propinas, responsáveis por desvios em contratos com a Petrobrás, que beneficiaria PT e PMDB: 40% para os partidos.
O achado faz parte da 45ª fase da Operação Lava Jato, deflagrada nesta quarta-feira, 23. Batizada de Operação Abate II, a Polícia Federal fez buscas e apreensões em endereços dos advogados Tiago Cedraz Leite de Oliveira – filho do ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) Aroldo Cedraz – e Sergio Tourinho Dantas, e da ex-assessora de Cândido Vaccarezza (ex-PT) Ana Claudia de Paula Albuquerque.
Leia matéria completa no Diário do Poder.

quarta-feira, 23 de agosto de 2017

Publicidade do governo

Governo de SC prorroga pelo sexto ano consecutivo contratos de publicidade sem licitação
   
Para ampliar por mais um ano a contratação das agências de publicidade, após cinco anos de renovação, o governo do estado deveria justificar caráter excepcional da medida, segundo lei que regulamenta licitações.
  Justificativas não constam de atos publicados em diário oficial neste mês de agosto e que garantiram mais um ano de contratos com as empresas de comunicação. Novo edital foi lançado pouco mais de um mês antes do vencimento dos contratos assinados ainda em 2012, forçando a renovação por mais doze meses ou até que os vencedores do novo certame sejam conhecidos. Mesmo diante da crise econômica e fiscal, Executivo pretende gastar R$ 95 milhões por ano com as novas contratações para o mesmo serviço. 
Leia reportagem completa no. FAROL


(...) Em 2013, o governo catarinense investiu R$ 989 mil no “Santa Renda”, enquanto bancou R$ 2,8 milhões para
 anunciá-lo.

terça-feira, 22 de agosto de 2017

segunda-feira, 21 de agosto de 2017

Jovem agredida por ex-namorado abandona Florianópolis por falta de segurança

"Você acabou com a minha vida - Agora eu também vou acabar com a sua"  
- Essa foi a frase usada pelo meu agressor assim que invadiu minha casa.
   Foi muito difícil gravar esse vídeo e me expor dessa maneira, mas devido a esse fato estou tendo que mudar a minha vida inteira. 

   Como muitos me acompanham pelo instagram @marianadmoraes achei justo falar como me sinto e o que aconteceu comigo.
   Se de alguma forma isso puder servir de alerta e ajudar as mulheres já terá valido a pena.
Obrigada.






Boletim de Ocorrência registrado por Mariana

domingo, 20 de agosto de 2017

Rua Duque de Caxias, 16 - Vila Militar

Ponte da Concórdia que divide Quaraí )BR) de Artigas (UY)
    O título deste post talvez não "te" diga nada, mas para quem conhece Quaraí diz muito!
   Encontrei esta narrativa sobre a minha cidade (na verdade sobre uma vida em Quaraí) em um post no facebook. O autor é Leonardo Batista, um guri que saiu compulsoriamente do Rio de Janeiro direto para Quaraí. Ou seja: mudança de planeta!

   A forma como Leonardo vai narrando sua vida, desde a chegada, nesta pequena/gigante cidade da fronteira oeste do sul do Brasil, é emocionante. Narrativa fácil, clara e direta, mas com muita emoção.
   De um geração distante e completamente diferente da minha, bem mais jovem, consegue fazer um relato emocional que em nada difere das minhas emoções sobre a cidade e seus acontecimentos há 40 anos atrás.
   Valeu Leonardo!
   Um lance tri!

A imagem pode conter: 1 pessoa, barba e close-up
Leonardo Batista
  August 17, 2017
latitude 30º23'15" sul - longitude 56º27'05" oeste


- Fala pro seu irmão fazer 3 pedidos.
- Leandro, faz 3 pedidos.
- Quero ir embora. Quero ir embora. Quero ir embora.
 

   Assim começaram, o que talvez seja, os 4 anos mais inesquecíveis da minha vida.
   Esse conversa aconteceu aos sussurros na Igreja de São João Batista, em Quaraí. Isso! Qua/ra/í! Não é Kuwait, Corai ou Guaraí. É com quê, u, a!

   Quaraí fica no final da BR-293. E quando eu falo de final, é final mesmo! Fim. Acabou. Não tem mais nada além. Fronteira. Limite. Borda. É o mais puro sentimento de você chegou! Agora desce do carro, desamassa a bunda e, se a sua mãe for católica, entra na igreja para agradecer.

   Mas agradecer o quê? Eu não queria estar aqui. Eu não queria morar numa casa! Eu estava feliz no Chamonix! Eu não quero saber que vou fazer equitação e ter cavalo. Minha prancha e a imensidão do mar já não cabiam em mim! Aliás, o mar agora saía do programa semanal e virava um evento anual nas férias.

   E assim um Léo com 12 anos chega em Quaraí para morar na Rua Duque de Caxias, na casa 16 da Vila Militar. A última parada de uma viagem que começou em Minas, deu uma paradinha no Rio para as despedidas, cruzou São Paulo, Paraná, Santa Catarina, todo o Rio Grande e só não deu uma volta no Uruguai porque o Dino precisava parar.



Capítulo 1 – O Dino.
   Ele era uma mistura de Lúcifer com Michel Temer em forma de Husky Siberiano, que meus pais foram obrigados a aceitar como contrapeso pela mudança para um reino tão-tão distante.

   E foi graças ao Dino que estou aqui, para contar essa história para vocês, e não enterrado vítima de objeto voador não identificado.
    Assim que chegamos em casa, fomos fazer um reconhecimento da área antes mesmo de ver se as caixas da mudança haviam chegado.
   O quintal era enorme, com umas 3 ou 4 árvores de grandes porte, que não faço ideia o nome, alguns arbustos e até uma parreira, que além de fornecer algumas uvas, também fazia uma baita sombra e servia de lugar perfeito para o ninho dos passarinhos. O Dino descobriu isso rapidamente e nos dias de ventos fortes ficava de baixo da árvore esperando o filhote fazer o seu primeiro e último voo.

   Mas vamos esquecer o último voo dos filhotes de passarinho e lembrar do primeiro passeio do filhote Dino pelo quintal. Após três dias de viagem e dentro de um carro, você pode imaginar como ele queria correr e ter um lugar para chamar de seu. E foi exatamente isso que ele fez, ou tentou fazer, quando avistou aquele mundo que era o nosso quintal.

    Porém, ao passar pelas primeiras árvores ele tropeçou em alguma coisa e capotou. Achei que era algum efeito ( ou defeito) provocado pela viagem. Ele olhou sem entender muito e tentou dar mais um pique entre outras árvores. O resultado foi o mesmo, mais um capote. E a cena se repetiu mais umas cinco vezes até que eu, preocupado em ter um pião de estimação ou um cachorro com labirintite, fui dar uma checada no que estava literalmente passando a perna no Dino.

   Uma linha de pesca rente ao chão ligava uma árvore a outra transformando o quintal em um verdadeiro campo minado. Na última e maior árvore um linha mais grossa subia pelo caule. Sua tensão parecia que sustentava algo muito pesado. Era uma verdadeira obra do Coyote que persegue o Papa Léguas, e eu comecei a rezar para que aquilo terminasse como o desenho.

   Acho que o Dino pressentiu o que estava acontecendo e se meteu entre as minhas pernas tentando encontrar o final daquele fio. Uma bigorna? Uma flecha? O que faltava para a gente cair na armadilha?
   A linha cruzou todo o quintal e foi parar em cima do telhado da casa. Lá em cima, vimos o pedaço de um tronco pronto para despencar e trucidar tudo e qualquer coisa que parasse no seu caminho. Ao lado do tronco, dois moleques observavam tudo com uma cara de desapontamento.
   Deus tirou a armadilha do meu caminho, mas em compensação colocou os gêmeos na minha vida.

Capítulo 2 – Os Gêmeos.
   Tirando drogas pesadas e crimes dolosos, aqueles em que há a intenção de matar, acho que fizemos de tudo. Com eles e mais o Alexandre, a vida em Quaraí começou de verdade.

   Quando eu cheguei, estávamos em férias na escola e eles eram o meu único contato com a vida local. Eu até via outras crianças pela rua, andando de bicicleta, jogando um esporte estranho numa quadra que parecia de tênis, jogando bola na quadra do meu futuro colégio, mas me limitava a milícia mirim da Vila Militar.
   Não lembro se eu achava tudo isso estranho naquela época ou se isso é algo que me recorre agora. A verdade é que, por alguns meses, valia tudo para encontrar o meu lugar naquela cidade. Valia correr atrás das meninas, valia jogar pedra na janela do ginásio da cidade, invadir casa dos outros.
   Estava valendo tudo naquele fim de férias, onde a sensação era de uma viagem sem volta. Mas aí, as aulas voltaram.

Capítulo 3 – Escola Estadual de 1º e 2º Graus Professor Diehl.   Quando começaram as aulas, o Diehl era só um colégio gigante. Tão grande, que a quadra fazia divisa com o muro dos fundos da minha casa, e por muito tempo
   Esse foi meu principal caminho todas as manhãs. Aliás, ir para escola em Quaraí era completamente diferente de ir para escola no Méier. No Rio, só dava pra sentir frio no ar-condicionado. Era impossível sair de casa sem tomar banho.   O uniforme era bermuda, camiseta e tênis (sem meia por favor!). Já a nova rotina exigia mais disciplina e menos banho pela manhã. Ao invés de tirar a roupa e entrar no chuveiro, era o uniforme que vinha para debaixo do edredom e por cima do pijama. Se no Rio eu saía pela porta da frente, cumprimentava o Aguinaldo e ia andando para o colégio, em Quaraí eu saía pelos fundos, brincava com o Dino e pulava o muro.


   Lá dentro tudo era diferente do que eu já tinha visto. Pra começar tinha merenda de graça! Na hora do recreio, você chegava na cozinha e sempre tinha uma tia te esperando com biscoito e achocolatado. Alguns dias ainda rolava um bolo ou um doce.
   E foi ali, no refeitório daquela Escola Estadual, que eu comecei a ver que Quaraí era muito maior que a Vila Militar. E que o mundo era maior do que qualquer mar.
   Entendi que a minha hora do recreio era na verdade a primeira refeição de alguns dos meus colegas. As viagens de avião, que viraram corriqueiras no fim de ano, provavelmente seria uma experiência que alguns deles jamais viveriam. Entendi que, para muitos, presunto e queijo era só para o lanche de fim de semana.

    E foi me fazendo entender tudo isso que o Diehl me ensinou matemática, português, história, geografia e ciências. Me ensinou mais do que a viver e conviver com as diferenças. No Diehl eu aprendi a ter dúvidas com o diferente. E aprendi também a tirar dúvidas com ele. Descobri que os amigos da escola também podem ser os amigos do futebol, do paddle, da bicicleta.
   Foi na escola que minha vida em Quaraí ganhou mais gente e aprendi que gente é o que transforma qualquer lugar em lar.
   Só que esse lar era no Rio Grande do Sul. E em setembro, meus amigos, o Rio Grande do Sul vira outro país!

Capítulo 4 – Onde fica o Alegrete?   Para quem não conhece Quaraí e ainda está por aqui, preciso explicar que a cidade fica na fronteira oeste do Rio Grande do Sul. Fazem parte da Grande Quaraí algumas cidade como Uruguaiana, Itaqui, São Borja e Alegrete. E foi por causa do Alegrete que eu quase fui expulso. Não só do colégio, mas também de casa.

   Segunda-feira, 12 de setembro de 1995, como sempre eu sou o primeiro a chegar na sala de aula. Entro e sento no meu lugar. Os alunos começam a chegar, todos eles vestidos de um jeito diferente, mas ao mesmo tempo igual. Uma calça larga nas pernas e fina nas canelas, uma sandália e camisa de botão. No intervalo da primeira, aula a professora Geane entra na sala e me chama para uma conversa particular.
- Léo, cade sua pilcha?
 

- Que isso, professora?
 

- Sua bombacha?

- Tenho isso não.

- Então você vai ter que comprar.

- Pra que se eu não vou usar?


   E assim o papo se prolongou até chegar à minha casa. Na verdade mesmo, estava começando a Semana Farroupilha. Uma espécie de ano-novo chinês que só acontece no Sul. Por duas semanas é cavalo, bombacha e overdose de erva-mate!

   No colégio isso se traduz em apresentações de dança, coral e tudo mais que a imaginação da professora responsável pela turma permitir. No meu caso, seria um coral onde os alunos vestidos com as roupas tradicionais (uma dica: nunca na sua vida, mesmo em caso extremo de morte, chame uma bombacha de fantasia!) iriam cantar o famoso CANTO ALEGRETENSE.

   Você deve estar se perguntando: famoso? Sim, gente. Mais famoso que qualquer sucesso do CD AXÉ BRASIL 95. Só que, para mim, parecia canto gregoriano.
  E a professora queria que eu cantasse! E de bombacha. Sério, não dava. Até esse dia eu estava na moral: fazendo amizades e falando leitE quentE faz mal para o dentE.

Mas aí já e demais!

   Fato é que meus pais foram chamados na escola e ficou decidido que eu ia cantar, mas com roupa normal. Não aconteceu nem uma coisa nem outra.
   Primeiro, porque eu fiz questão de ir vestido ao melhor estilo Rap Brasil no Mackenzie. E segundo. Apesar de ter decorado a letra, aconteceu o impossível.
   Durante todo o imbróglio do canta ou não canta. Do veste ou não veste. Se passaram alguns dias e um dos meus amigos cismou que eu tinha que cantar com bombacha, lenço e chapéu. Para o Alex, eu estava de frescura (ou balaca, na gíria da época).
   E era justamente o Alex que estava ao meu lado na formação do coral. Ficamos lá no alto. Onde a gente pode ver todo mundo e consequentemente todo mundo pode ver a gente.
   A introdução do Canto Alegretense foi especialmente grande, mas o que realmente chama a atenção é a letra da música.

Ouve o canto gauchesco e brasileiro
Desta terra que eu amei desde guri
Flor de tuna, camoatim de mel campeiro
Pedra moura das quebradas do Inhanduy

    Tanto é que eu passei uma semana decorando esse trecho. Eu estava ao lado do Alex! Eu não podia errar! Eu já era o “carioca balaqueiro que não respeitava as tradições gaúchas”, e se errasse um dos hinos gauchesco seria fim!

O Alex errou!

   Mas não foi um errinho. Ele começou pelo refrão! Começou antes de todo mundo e pelo REFRÃO!

(PAUSA PORQUE ATÉ HOJE NÃO CONSIGO LEMBRAR DISSO SEM RIR)

   O Canto Alegretense começa com um pedido: não me perguntes onde fica o Alegrete.
   O Alex começou justamente pela parte que eu me esforçara tanto para decorar. E quando ele começou, eu terminei. Não conseguia parar de rir nem olhando para a cara de puto do meu pai, na plateia.
   Foi uma crise de riso que me obrigou a sair de fininho por trás de todo mundo e correr para as coxilhas. De lá ouvi consegui ouvir toda a exuberância da música gaúcha entoada pelos meus amigos.
   Amigos que, por um bom tempo, o castigo só me permitiu encontrar na sala de aula. Ao todo, acho que perdi umas 3 discotecas pelas garagens da cidade.

Capítulo 5 – As Discotecas.
   Sim. O tempo em Quaraí era medido pelas discotecas. Geralmente organizadas pelas gurias e frequentada por guris com camisa xadrez, calça jeans e um mesmo sapato que se comprava no Uruguai.
   O DJ levava todo o equipamento de som, as luzes e as cumbias. É isso mesmo, hermano, enquanto você ainda nem sonhava com o Despacito, eu já estava na sofrência de Los Autenticos Decadentes.

   Enquanto o Brasil inteiro balançava o esqueleto e a bunda com o Axé, as discotecas de Quaraí misturavam o ritmo brasileiro com muita música uruguaia, ou colombiana, ou peruana, ou argentina, ou chilena. Eu até hoje não sei de onde vem as Cumbias, e se elas vém todas do mesmo lugar.
   Pelo o que eu me lembre, só os Mamonas foram capazes de tocar um disco inteiro nas festas e Garota Nacional, do Skank, era obrigatória. Tirando essas exceções, a regra era Latinidad, Halls azul ou vermelho e tudo mais que só a adolescência em uma cidade do interior permite.
   As festas mais esperadas aconteciam na casa da Vanessa Soriano. Talvez porque não necessariamente aconteciam em uma garagem. Mas também rolava no Inácio, mas essas eram mais perigosas porque ele morava na esquina da minha rua e sempre corria o risco dos meus pais passarem por ali.



   Tinha festa atrás da agência do banco Banrisul, na casa de Vô, na casa de tia e também teve uma na vila militar.
   Mas era na casa da Dani Gindre que as discotecas ganhavam um novo status! Aliás, foi nessa casa que eu tive meu primeiro contato com a TV a cabo. Lembro de perder boa parte de uma discoteca assistindo pela primeira vez o Sportv!
   Não sei quando a galera começou a trocar as discotecas pelas casas noturnas. Não peguei a decadência das nossas festinhas e não sei como elas terminaram. Mas o grupo do Whatsapp, que reúne a galera desse tempo, tem foto de uma dessas festas no perfil. Ou seja, eu fui embora, as discotecas de garagem acabaram, mas todo esse tempo continua bem vivo em todos nós.


Capítulo 6 – A volta.
   O desejo do meu irmão se realizou 4 anos mais tarde. Em 98 me tiraram a cidade que me acostumei a gostar. Já não sentia mais a necessidade de voltar para o Rio e a única coisa que me preocupava era se na nova cidade, eu iria reencontrar tudo o que estava deixando em Quaraí.
   Os cavalos e as aulas de equitação, as salas do Diehl, a Semana Farroupilha e a professora Nair com seus mapas. O futebol e o paddle no Círculo Militar. O verão com sol até as nove horas da noite ou inverno que fechava a piscina do clube.



   Queria reencontrar na próxima cidade, aquelas crianças chatas que ficavam zoando o meu erre, o meu s, e qualquer outra palavra que eu falava. Que muitas vezes falavam uma língua totalmente incompreensível para mim tipo: zorrilho, gineteada, campanha, bagual e jogar uns ganchos.

   Uma galera que, mesmo sendo Tetra, achava tudo o que era legal Tri. E mesmo ano que vem, caso Neymar e cia sejam campeões na Rússia, o Hexa vai ser Tri.

   Aliás, galera não. Gurizada! Que terminava toda frase com tchê ou barbaridade. Que usava tu ao invés de você. Que come negrinho ao invés de brigadeiro. E que vai passear no Uruguai como quem mora no Méier dá um pulo na Dias da Cruz.
   Mas eu não encontrei mais nada disso. Acho que, na verdade, ninguém que viveu em Quaraí nessa época reencontrou tudo o que vivemos em outros lugares.
   Hoje, eu descobri que Quaraí é muito mais que uma cidade na fronteira do Brasil com o Uruguai, no sul do Rio Grande do Sul.
  Quaraí foi uma professora que ensinou para a geração que hoje curte fotos no Facebook, que bom mesmo era curtir a guerra de balão (bexiga) d`água na rua.
  Uma geração que compartilha ideias no whatsapp com uma baita saudade da conversa fiada na frente da casa do Tarso.
   Uma galera que até posta fotos de festas incríveis no Insta, mas guarda algumas fotos das festas nas garagens com todo carinho na casa dos pais.
   Quaraí é uma história com início, meio e fim. Muito bem vivida por todos nós. E todo dia reescrita em nossas lembranças. E se você chegou até aqui, sem conhecer o meu Quaraí ou reencontrar o seu, eu te pergunto.

- Tu é louco, tchê? Ou te faz?

terça-feira, 15 de agosto de 2017

Reale Jr. diz que Brasil tem novo ator político e instituições estão de costas para a nação

Livro registra reconstrução das fortalezas da Ilha de SC

   Os esforços para a preservação e restauro das fortalezas da Ilha de Santa Catarina, encabeçados pelo empresário Armando Gonzaga, são relatados em livro a ser lançado nesta terça-feira (15.8), às 18h30, no Centro Integrado de Cultura.

   Em 151 páginas ficamos sabendo como foram conservados os fortes e fortalezas de Santana e Santa Bárbara (Centro), Santa Cruz (ilha de Anhatomirim), Santo Antônio (ilha de Ratones Grande) e São José da Ponta Grossa, além da tentativa de recuperar a de Nossa Senhora da Conceição (ilha de Araçatuba).

   A obra se concentra no período inicial do restauro, executado por profissionais de renome como Luis Saia, Cyro Corrêa Lyra, José La Pastina Filho e Dalmo Vieira Filho, todos do Iphan, com o respaldo decisivo de Armando Gonzaga. Posteriormente estas edificações foram assumidas pela UFSC, que as mantém até hoje.

   Além de contar com os depoimentos de Gonzaga, La Pastina, Dalmo e Cyro, entre outras fontes, o livro conta com dezenas de fotografias (cerca de 90% inéditas), antigas e atuais, além de outras imagens (desenhos). 

(DAQUI)

sábado, 12 de agosto de 2017

Carlos Araújo

   por Emanuel Medeiros Vieira
   Mesmo brevemente, queria homenagear Carlos Araújo, morto no começo da madrugada deste sábado, 12 de agosto de 2017, em Porto Alegre.
   Estivemos presos juntos, combatendo a ditadura, na Operação Bandeirantes (OBAN) - a maior sucursal do inferno que conheci na minha vida.
   Foi um dos seres humanos mais corajosos no enfrentamento da tortura que conheci.
   Discreto, quando a sua ex-mulher Dilma, assumiu a presidência da República, não foi atrás de "bocas" ou de sinecuras.
   Ficou na sua amada Porto Alegre, como atuante advogado trabalhista, ajudando a muitos clientes que não podiam pagar.
   E, naquela cidade, deixará os seus ossos. Fumante há décadas, sofria de problemas pulmonares.
  Foi também deputado estadual - creio que por três vezes - pelo PDT, no Rio Grande do Sul.
   Se, sinceramente, ACREDITO que a nossa vida é uma MISSÃO, ele a cumpriu plenamente - sendo fiel a si mesmo, aos seus valores, seguindo as suas convicções e combatendo o fascismo.
   Agora, digo-te adeus.
   Talvez, um dia, alguns sonhos dos nossos "ANOS JOVENS", sejam realizados pelas gerações vindouras. 


DESCANSA EM PAZ, CARLOS FRANKLIN PAIXÃO DE ARAÚJO (ou "Max"- seu nome de "guerra" na luta armada)!



Salvador, 12 de agosto de 2017